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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Times they are a-changin...

   Eu sei que o singinficado da música é muito mais politico e humanitário que psicologico, que o sentido dessa musica não era exatamente introspectivo, era sim sobre uma mudança de cultura; mas vou tomar a liberdade de usá-la para um sentido bem pessoal. Afinal, como se muda o externo, o ambiente, sem mudar o que se tem por dentro, o que se pensa e se sente?
   Ainda há uma sensação de mudança e transição a minha volta, para se te uma ideia, comecei este texto há quase um mês e agora que voltei para decidir se me sinto da mesma forma ou não para concluí-lo, vi que sim: ainda sinto que tudo a minha volta está mudando, eu mesma estou, esse processo não acabou e eu estou o aproveitando muito.
   Estranhamente, sempre me senti mais tranquila e segura quando estou em um período de mudanças que na calmaria, fico mais ansiosa com o ócio e com a estabilidade, pois não sei até quando vai durar nem o que fazer com isso. Já em épocas de mudanças, posso montar um plano, um estratagema, repensar minha vida, decidir e agir. Em clamaria, sou obrigada a depender muito da reação dos outros e... aguardar.
   Essa é aquela massa de não-sei-o-que que não consigo mudar, mudo tudo, adoro mudar, mas isso - aprender a aguardar - não sei nem por onde começar, não sei aguardar. Mas talvez nessa mais nova fase de mudanças, que - ainda bem - não se repete, não é nem será igual a nenhuma outra, talvez nessa eu aprenda a desemaranhar mais um pedaço dessa massa e aprenda, não a me conformar, mas a aguardar que eventos aconteçam sem minha interferência.
   For now, let them change...

Come gather 'round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You'll be drenched to the bone
If your time to you
Is worth savin'
Then you better start swimmin'
Or you'll sink like a stone
For the times they are a-changin'.

Come writers and critics
Who prophesize with your pen
And keep your eyes wide
The chance won't come again
And don't speak too soon
For the wheel's still in spin
And there's no tellin' who
That it's namin'
For the loser now
Will be later to win
For the times they are a-changin'.

Come senators, congressmen
Please heed the call
Don't stand in the doorway
Don't block up the hall
For he that gets hurt
Will be he who has stalled
There's a battle outside
And it is ragin'
It'll soon shake your windows
And rattle your walls
For the times they are a-changin'.

Come mothers and fathers
Throughout the land
And don't criticize
What you can't understand
Your sons and your daughters
Are beyond your command
Your old road is
Rapidly agin'
Please get out of the new one
If you can't lend your hand
For the times they are a-changin'.

The line it is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will later be fast
As the present now
Will later be past
The order is
Rapidly fadin'
And the first one now
Will later be last
For the times they are a-changin'

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Renewal

That's the word: Renewal.

I'm feeling it, I do not know if more friends or people close to me can notice or feel the same. But I think they'll notice this transition when it's done (if it ever ends).

No, my friends, I'm not using drugs (yet), but I'm serious.

Feel it: Soul Sacrifice -- Carlos Santana

And that's just begining...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Awwww Yeeeaaaahhh!!!

   Ok, ok, ok, devo admitir que paguei com a língua... ELE LIGOOOOUUUU me procurou, tivemos um final de semana sensacional e agora estou deeeeply in love!!!!!
  E pode parar com a palhaçada, não vem com essa de que eu dependo dos outros para ser feliz, que sou co-dependente, se não me dão incentivos (puppy treats, actually) fico deprimida e o mínimo de reconhecimento, bola, etc., que me dão já fico transbordando de alegria, pode parar de reclamar. Eu apenas tive um final de semana sensacional, estou transbordando de felicidade e estou apaixonada. Ponto.
  Não precisamos analisar o que isso quer dizer, me submeter ao sentimento alheio, não precisamos especular quando aquela nuvenzinha negra vai voltar a rondar meu céu ensolarado... certo?
  Afinal de contas, ir bem nas provas, ir bem no trabalho, estar feliz na minha casa e ainda por cima apaixonada acontece na vida de um monte de gente, por que não pode acontecer na minha? Não é por isso que eu vou ficar esperando que algo dê errado, não é porque tudo vai estranhamente bem que algo ruim está a espreita, prestes a explodir na minha frente. I guess... Ok, eu estou morrendo de medo, está tudo dando muito certo, algo de ruim vai acontecer, eu sei, eu sinto, estou prevendo, me antecipando, imaginando um plano de ação e um de consolo - afinal de contas era de se esperar que acontecesse, não? - , mas como pode demorar muito para acontecer e eu posso ficar ansiosa, doente, obsecada para saber o que de ruim vai acontecer enquanto eu posso simplesmente antecipar e fazer alguma cagada para desencadear tudo e finalmente ver a merda que vai dar (pois ia dar de qualquer jeito), chorar, remediar, reclamar da vida, mas pelo menos não sofrer a ansiedade de ver a merda acontecer.
  Eu consigo mais que isso, não? Não ouse responder.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

I get it

  Well, so it's ok to think about something you like all the time, right? I know I'm not capable to tell when to stop, but until it's not keeping me from working, studying, etc., it's ok, right?
  I think I get it now, just chill and go with the flow...  I'm not saying I'm gonna sit down and watch life goes by, not doing anything about it, I can't be that passive, I'm just saying, I finally get I don't have to "over feel" everything, I could just wait a bit and enjoy the ride, right?
  Let me get this straight: I was getting obsessed about that guy I met, just like I do about studies and work, but analyzing it (I'd rather say OVER analyzing) with my best friend, he figured it out (and had the decency of telling me his conclusion): I try to control everything all the time, even when I expect the guy to call me, come for me, etc. But it leads to - at least - 2 little issues:
1- I CAN'T make him call me and I can't decide for him what he wants with me, how he's gonna act and when, I just don't have that power;
2- It would be no fun at all if could!
  I know it sounds obvious, and it is, but it's not that easy to have that in mind while you're living, in practical terms, it's not that easy.

  SO now that's the plan (since I got a plan for every single step in life): I'll just feel each moment, the moment to wait for him to call, to visit my folks instead of going out with him, the moment to save money and don't go out AT ALL... (I hate reticence, I can't deal with "no closure") and the word now is (THE BIRD!!): wait. Wait, think, save money, be with your crazy parents, with your dog, then think about it again. Yeah, I can do that! =D

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

I Like Giants (…Like Myself)

                Não, não estou obcecada em Kimya Dawson. Ok, só um pouquinho. Mas estou me controlando, para não estragar tudo como eu sempre faço, eu sempre pego uma coisa boa e a transformo numa monstruosa obsessão da qual eu tenho que me livrar em breve para não enlouquecer, então estou me controlando para não virar uma obsessão. Mas como todos sabemos, controle é uma das raízes do comportamento obsessivo-compulsivo, tentando não ficar obcecada, entro na rotina “fazer/não-fazer”, quero fazer, mas não posso, tenho que me controlar, então só penso nisso, fazer/não-fazer/fazer/não-fazer/fazer/não-fazer... Enfim! Voltando ao foco da conversa, estou obcecada em Kimya Dawson.
                Esta música é linda, uma fofura, surreal, como quase todas dela, vocês TEM que ouvi-la. Mas não vou colocá-la aqui, para isso não virar um blog sobre ela, acabei de publicar outra música dela e um texto com trechos de mais uma, então, chega, por enquanto. Mas vocês SIMPLESMENTE TEM que ouvi-la.
                Alguns dos meus versos favoritos são os do refrão, quando ela diz que toda menina se sente muito grande às vezes (como uma gigante), independente de seu tamanho. Ela o diz de maneira tão doce e é exatamente como me sinto. Embora ela seja gordinha, não vou me ater à interpretação superficial que a maioria das pessoas pode ter, pensar que toda mulher acha que tem uns quilinhos a perder, não, imediatamente a primeira impressão que tive foi de que essa música foi feita pra mim, esse verso foi feito pra mim e só para mim no mundo. Embora eu seja magricela, sou alta e de medidas desproporcionais, mãos e pés gigantes, braços e pernas longas, ando de maneira desastrada e desengonçada, o que realça estas proporções. Pela primeira vez ouvi uma descrição simples e doce do meu “gigantismo”, pela primeira vez me senti confortável com o mesmo. Agora posso ficar obcecada por versos tão doces em paz?
Mais uma: “thank you Genvieve ‘cause you take what is in your head/ and you make things that are so beautiful and share them with your friends”. Ok, eu não faço isso, as loucurinhas da minha cabeça eu uso para enlouquecer meus amigos, ou escrever estes textos sem sentido e publicá-los para ninguém ler; ou pior! Pentelhar meu irmão para me emprestar o violão e me ensinar uns acordes para eu aprender a tocar músicas da Kimya Dawson e pentelhar mais amigos na próxima (e última) festa para a qual eu for convidada. Mas, anyway, obrigada, Kimya, por pegar as loucurinhas da sua cabeça e compor músicas tão doces que fazem até uma gigante desengonçada se sentir graciosa. ;)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Boas perspectivas

                Hoje foi um daqueles dias em que tudo deu errado, mas eu fiquei feliz mesmo assim! É um pouco frio pensar que deu mais errado para outros a minha volta e até sádico pensar que algumas coisas poderiam ter dado errado comigo, mas... Antes eles do que eu! Mas, já que estamos confessando tudo aqui, Chantal, eu não dou a mínima por ter esse sentimento “feio”. Que estranho, não? Tenta-se sair de uma corda bamba, da qual se pode cair em depressão a qualquer momento, foge-se de momentos de tristeza e angústia com uma ansiedade desesperadora e quando finalmente se tem um dia bom, apesar dos pesares, podemos nos sentir culpados, pois outros não o tiveram, ou porque nos sentimos bem de o “dia ruim” não ter caído para nós na roleta de hoje. Sinto-me como o Woody Allen já disse se sentir, não é que eu vejo a metade vazia do copo, vejo a metade cheia, sim, cheia de veneno! Então até nos dias bons a nuvenzinha negra e a voz interna estão à espreita, chego a ouvir o sussurro: “foi bom hoje, né? Tolinha, espera só para ver amanhã...”. Uau, o título do texto era para ser “Boas perspectivas”, vejam até onde cheguei. Estão vendo como funciona uma cabeça obsessivo-compulsiva?
                Mas voltemos à “good vibe”, afinal, don’t you know about the bird, when everybody knows that the bird is the word! Digressões à parte, o dia foi muito bom, não foi ótimo, mas chegou muito perto. Apesar de alguns contratempos e certas perdas monetárias não planejadas, que em outra ocasião me consumiria uma noite de sono, hoje vi os acontecimentos com uma sensação de esperança admirável, gostaria que ela pudesse se materializar para eu tirar uma foto e postar para verem como é roliça e rosada, uma bela criancinha gordinha, cheia de boas perspectivas. Essa sensação de esperança farta vem não sei de onde e não sei o quanto irá durar, honestamente, não quero pensar muito nisso para não cair na armadilha de planejá-la e estragar tudo. Então só vou aproveitá-la e senti-la, que seja eterno enquanto dure... o efeito do Rivoril. Brincadeira, a sensação foi pura, está sendo muito boa para ser provocada artificialmente, só quero deixá-la residir em mim até quando ela quiser ficar.
                Estranho como até as cores mudam quando se sente assim, os cheiros melhoram e os músculos faciais dão trégua quando nos sentimos felizes. Embora esperança seja um sentimento de felicidade em baixa escala, seja mais um pronunciamento de felicidade, é estranhamente desatrelada da ansiedade em relação ao futuro; representa futuro, mas antecipando a sensação positiva para o presente. Enquanto a ansiedade opera exatamente de maneira oposta: condena o futuro antecipando preocupações para o presente. Vou aproveitar esta onda antes que aquela voz sussurre os comandos que desencadeiam a ansiedade. Como ela virá de qualquer forma, pelo menos até lá, me sinto melhor. Bejunda.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

No monsters under your bed!

“Do it for the living and do it for the dead
do it for the monsters under your bed
do it for the teenagers and do it for your mom
broken hearts hurt but they make you strong and …”
Plagiei da minha irmã a técnica de intercalar narrativa com letras de música que eu gosto. Isso pode até ter um nome, ou ter sido uma brilhante invenção dela (adorei), mas como não conheço, simplesmente plagiei dela. Ah! E nesse caso é com uma só. Bem, pensei em uma menina que começasse do zero, não do zero total, não que nascesse de novo, ou voltasse ao útero – isso não faria o menor sentido – mas como em um filme legalzinho da década de oitenta, uma menina que pudesse viver até um ponto e voltar, acordar de novo num momento crucial na adolescência ou pré-adolescência onde nada daquilo começou, para ter uma segunda chance e recomeçar. Não sei bem o que recomeçar, mas pelo menos fazer diferente mais experiente.
                Não, ela não estaria arrependida de tudo que fez dali para frente, só queria testar como seria se fosse de outro jeito, talvez mais experiente, ou só com menos coisas na cabeça. Mmmh, isso foi contraditório, vamos reformular. Ao invés de ela poder voltar no tempo e recomeçar a partir de um ponto passado da vida só que com mais experiência – c’est très clichê – ela poderia simplesmente testar como seria de outro jeito (com memória de como já foi em outro caminho), just for the fun of it, mas dessa vez com menos preocupações e cobranças e exigências e ansiedades. Só leve e com o que se quer fazer na cabeça. Ela pode ter responsabilidade, não precisa liberar-se de qualquer resquício de superego – isso seria anarquismo psicológico e moral, Maquiavel, sei lá, mas de qualquer forma não tem nem graça, não faria sentido para se aproveitar – mas apenas mais leve já bastaria. Como teria sido?
“how's it gonna be?
i'll drop kick russell stover, move into the starting over house
and know matt rouse and jest are watching me achieve my dreams”
                Poder-se-ia escolher mandar para o inferno qualquer pessoa que impusesse vontades sobre si, deixar que cada um lide com sua voz interna se reprimindo e ordenando, mesmo que as vozes dos outros transbordem, ela não deixaria que estas a contaminem. A partir daquele ponto em que ela passou a assimilar e definir a sua voz interna repressiva, parabéns! É como se tivesse virado adulta, mas na verdade só deu continuidade aos problemas dos outros dentro de si. Então, vamos voltar antes disso, ao ponto em que ela recomeça. Ela pode escolher estudar o que quiser e ler o que quiser, simplesmente porque lhe faz bem e tudo que se faz com muito amor e com muita vontade só pode dar certo, em um aspecto ou em outro. Então ela caminha sozinha, pois todos os outros a sua volta não entendem como se vive sem uma voz de ordem, e se sente só no começo, mas seus próprios talentos a fazem companhia, até que ela encontre outros que devem pensar parecido.
“we're just dancing, we're just hugging,
singing, screaming, kissing, tugging
on the sleeve of how it used to be”
                Ainda assim tudo pode dar “errado”, as pessoas podem ir e vir, pode ser difícil confiar em alguém, pois quando se é mais instável as pessoas a tua volta também serão, mas ainda que tão difícil quanto aquele outro caminho que ela traçou e testou – antes do recomeço, se lembram? – há grandes chances de ela ser mais feliz, pois é com os mesmos pesares, mas mais honesto e na tentativa de se fazer o que a faz feliz e não só o que se acha certo.
“and we'll pray, all damn day, every day,
that all this shit our president has got us in will go away
while we strive to figure out a way we can survive
these trying times without losing our minds”
                Até que ela volta para o ponto onde ela decidiu recomeçar e vê que tudo não é tão diferente assim, mesmo com o que se passou na primeira tentativa, com all that struggling de se livrar daquela vozinha incorporada (a qual já conhecemos muito bem), ela ainda é quem ela é, talvez mais livre em alguns aspectos, mas ainda com pessoas que ama a sua volta e ainda querendo fazer mais e ser mais, sempre ambiciosa, mas talvez podendo, ao invés de recomeçar de novo e de novo, apenas começar daquele ponto mesmo com uma forma diferente de pensar. Mas agora valorizando mais quem ficou a sua volta em ambas as versões de sua vida.
“so if you wanna burn yourself remember that I LOVE YOU
and if you wanna cut yourself remember that I LOVE YOU
and if you wanna kill yourself remember that I LOVE YOU
call me up before your dead, we can make some plans instead
send me an IM, i'll be your friend”
                Ok, assumo, conhecendo como muita coisa aconteceu, talvez ela tivesse driblado alguns contratempos e tirado proveito de algumas situações, mas não queremos um 1985 alternativo do Marty McFly, queremos? Então as coisas das quais ela realmente teria tirado proveito sem atrapalhar (muito) o time-continuum não teriam feito muita diferença de qualquer forma, então para que recomeçar, mesmo? Por que não começar deste ponto de reflexão, olhar para quem a apóia e mudar o futuro em relação ao futuro alternativo de se fazer a mesma coisa que se fez até agora?
“we won't stop until somebody calls the cops
and even then we'll start again and just pretend that
nothing ever happened

we're just dancing, we're just hugging,
singing, screaming, kissing, tugging
on the sleeve of how it used to be”      
- - Loose Lips, Kimya Dawson